bolo

Você pode ser o mestre do risoto de restos, do macarrão com molho pronto ou do pão-pizza amanhecido. Não importa. Quando tentar colocar esses dedos sebentos em uma receita de doce, vai ver que suas tias véia merecem ser tratadas como um Alex Atala de cabelinho lilás.

Fazer doce é foda. As medidas têm que ser tão precisas quanto as mais poderosas poções mágicas homeopatias, e se o forno resolver causar problemas tudo o que você terá no final será uma gosma feia, meio assada e talvez com gosto bom. Por isso, este bolote é um achado. Ele só leva 3 ingredientes e qualquer prego desmiolado pode prepará-lo com tranquilidade. O resultado é diferente daquele bolo fofo que sua mãe faz, porque não vamos usar fermento. Então o que vai rolar no final é uma saborosa lajotinha bidegustativa que ainda não sabe se é um bolo ou um pudim. Você se importa com isso? Bote essa mentalidade rotular pra lá, asse a massa e divirta-se detonando um doce apavorante no final.

A receita é com chocolate branco, mas quem disse que você não pode trocar por Alpino, aquele Duo preto e branco, Opereta ou qualquer outro que você goste? Anarquize a cozinha, seu punk de colher de pau! É só seguir as instruções e sacudir o palanque.

O que precisa:

  • 3 ovos, com as gemas separadas das claras. Olha aí a oportunidade pra usar aquele truquezinho fuleiro da garrafa de água que você aprendeu no Buzzfeed.
  • Uma barra de chocolate branco, ou qualquer outro que você quiser experimentar.
  • Um pote de 150g de cream cheese.

Como faz:

Pegue uma panela grande e ponha no fogo com água até a metade. Se colocar muita vai dar merda. Quando ferver, coloque uma panela menor dentro boiando. Quebre os quadradinhos de chocolate ali e vá mexendo com uma colher de pau até derreter bem. Tire do fogo e deixe esfriando. Enquanto isso, bata as claras em uma batedeira. Vai ficar uma espuma branca bem leve, como se fosse um resto de shampoo. Deixe isso quieto um pouco e misture o pote de cream cheese com o chocolate derretido. Misture as gemas e as claras em neve, fazendo no braço mesmo até ficar bem miscigenado. Lambuze uma forma pequena com manteiga, despeje a maçaroca dentro e ponha em uma assadeira. Jogue um copo de água fervendo na assadeira e mande tudo pro forno a 170°C por 15 minutos. Desligue e deixe lá mais 15 minutos de castigo. Tire e cubra com açúcar de confeiteiro.

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Um grupo de Whatsapp. Um final de semana ensolarado e frio. Um amigo rico com uma casa na represa do Capivari. A combinação perfeita para um piquenique à beira do lago, regado a álcool e marcado por aquele tipo de diversão inconsequente característico dos jovens. Basta mandar um “show de bola, topo!” como resposta às mensagens que não param de apitar e pronto: dentro de poucos minutos você estará dentro de algum modelo off-road de carro popular, vitimado por uma duvidosa trilha sonora que vai de Katy Perry a Mr. Catra, a caminho de uma incrível cabana com animais silvestres empalhados sobre os móveis munidos de ameaçadores olhos taxidérmicos brilhando na escuridão.

A cabana é um convite ao prazer e ao proibido, e a luxúria logo transforma o barraco em uma pequena Babilônia. Fornicação, abuso de substâncias ilegais, cerveja de litrão, tudo é permitido nesta Sodoma e Gomorra particular. Porém, nem só de pecado sobrevive o homem. É preciso aplacar a fome, e rápido. Em meio às garrafas de Corote, impávida reluz uma sacolinha da feira de orgânicos com todos os víveres da amiga vegetariana. Uma rápida busca desenfreada pelos armários revela pacotes de farinha, velhas latinhas de fermento enferrujadas e uma grudenta garrafa de óleo. Pronto. É o que basta para que o pesadelo da fome se transforme em uma deliciosa torta de abobrinha.

A mistura de ingredientes levada ao forno produz um aroma inebriante. O cheiro atrai animais selvagens, bestas noturnas e outros seres cavernícolas que saem de suas tocas em busca de sabor. Caso você estivesse em um filme, teria que lidar também com uma faminta família desfuncional comandada por uma velha psicopata e seus filhos rednecks de macacão, batendo à porta e matando seus amigos um a um das maneiras mais sádicas e violentas possíveis para aplacar seus instintos estomacais. Felizmente, nem tudo que acontece nos filmes acontece na vida, como gosta de anunciar a TNT. Por isso, capriche na receita. O maior terror que você vai passar nestas circunstâncias é perceber que seus amigos dementes devoraram tudo e não sobrou nenhum pedaço para você.

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O que precisa:

  • 2 abobrinhas descascadas e picadas
  • 1 pacote de queijo ralado
  • 4 ovos
  • ½ xícara de óleo
  • 4 tomates sem pele picados
  • 8 colheres de sopa de farinha
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 1 cebola picada
  • Salsa picada a gosto

Como faz:

Em uma vasilha, quebre os ovos e bata as gemas e claras com um garfo, como se fosse fazer um omelete. Pique os vegetais e misture todos os ingredientes. Despeje tudo em uma travessa e leve ao forno por mais ou menos meia hora. Para servir, faça como os personagens do filme O Albergue e corte tudo em pedacinhos.

Uma bela desculpa para tomar cachaça em casa.

Assim que voltei pra Curitiba, essa maravilhosa PINHÃO CITY, a gloriosa editoria da Revista Tutano me pediu uma receita que tivesse a ver com “se sentir curitibano”. Nada me parece mais adequado que uma bem temperada carne-de-onça, esse sushi a la Clint Eastwood das araucárias.

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Mencione carne-de-onça em qualquer lugar fora de Curitiba e as pessoas vão olhar para você com uma expressão de ativista do Greenpeace misturada ao eco-vegan mais xiita que já pisou na face da Terra. O acepipe de carne crua com cebola é algo desconhecido em outras regiões, um tesouro das araucárias, algo tão típico de Curitiba quanto ter que usar casaco no verão.

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Mas de onça essa guloseima não tem nada, a não ser a nota de dinheiro que você vai gastar pra pagar uma porção dessas no boteco. Por isso, preparar essa receita em casa tem muitas vantagens. Além de ser lazarento de mais barato, o hálito de cebola crua ficará restrito apenas a um ambiente controlado, onde amigos podem dividir essa iguaria sem precisar devorar um pacote de Halls após cada abocanhada. Compre umas cervejas, uma cachacinha de qualidade e prepare-se para transformar sua morada em um cartão-postal da Cidade Sorriso. Se quiser entrar no modo Curitiba level hard, misture uma Coca marota com aquele Velho Barreiro danado e embarque no tubo da alegria.

Fazer esse sushi do mundo bovino é muito fácil. Basta empilhar sabores para depois mandá-los em uma belíssima viagem goela abaixo. Comece fritando as fatias de batata-doce em óleo fervente. Enquanto elas escorrem em papel-toalha, pique a cebola, a cebolinha e prepare a farofa de pão-preto. Com tudo pronto, é só colocar a carne sobre a base, temperar, decorar com a farofa e sair bailando, piá lóque.

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Ingredientes tesão:

  • Chips: 1 batata-doce fatiada bem fina e óleo para fritar.
  • Farofa: 4 fatias de pão preto, 30g de manteiga, cebolinha.
  • Carne: 500g de patinho, passado duas vezes no moedor, 1 cebola bem picada, ½ maço de cebolinha picada, sal, pimenta-do-reino, azeite, 1 limão, molho de pimenta, mostarda preta e molho inglês.

Modo de preparo debulho:

  • Chips: Frite no óleo até dourar.
  • Farofa: Coloque o pão no forno a 180ºC por 10 minutos, ou até ficar mais seco. Bata no liquidificador. Derreta a manteiga numa frigideira e adicione o pão. Mexa até ficar crocante CREC-CREC. Adicione sal e a cebolinha picada.
  • Carne: Coloque um pouco de carne sobre o chips de batata-doce. Tempere com sal, pimenta-do-reino, uma gota de molho de pimenta, uma gota de limão e um pingo de mostarda. Capriche na cebola e na cebolinha. Ponha uma gota de molho inglês e azeite. Decore com a farofa.

Não é porque você bebe como se tivesse quinze anos que precisa se alimentar como um adolescente.

Fazendo o velho Nissin se rolar na tumba.

Fazendo o velho Nissin se rolar na tumba.

Me poupem da choradeira e das desculpinhas, eu sei que o miojo quebra um galho quando você tá com preguiça de fazer alguma coisa decente pra comer. O que não significa que haja honra em se alimentar com um negócio que parece um pacote de camisinha. Por isso o esquema aqui é dar uma boa incrementada no macarrãozinho até ele ficar bonito e gostoso, mais ou menos como aquelas fotos de atrizes pornô com e sem maquiagem que vocês já devem ter visto na internet.

Eis o que nós vamos fazer no seu miojo, sangue bom!

Eis o que nós vamos fazer no seu miojo, sangue bom!

Rala pro mercado, sua mandada

Não acho que sua geladeira de solteiro leviano Ferris Bueller tenha pimentões e tomates-cereja. Sinceramente, seria pedir demais. Já o miojo tenho certeza que tem uma pilha no armário, com todos aqueles sabores incríveis tipo FEIJOADA VEGAN e DOBRADINHA COM FRUTAS VERMELHAS. Hora de jogar o pacotinho de tempero no lixo, passar no mercado mais próximo e comprar umas coisas mais condizentes com o seu momento de vida adulto independente (que gasta todo o salário em bonequinho do Super Mario).

Tá vendo como carnes e vegetais podem conviver em harmonia fora do Facebook?

Tá vendo como carnes e vegetais podem conviver em harmonia fora do Facebook?

  • 3 bifes de alcatra. Também pode ser coxão-mole ou qualquer outra carne que preste pra bifes, vá pelo valor porque o preço do boizinho não abaixa nem com Jesus na presidência.
  • 2 dentes de alho amassados, ou picados de um tamanho que pareça amassado.
  • 1 pimentão vermelho e 1 verde. Fatie em tirinhas, como aquelas fitinhas do Senhor do Bonfim.
  • Meia cebola fatiada em rodelas.
  • Uma dúzia de tomates-cereja cortados pela metade. Tenha a dignidade de cortar um por um em vez de fazer aquela técnica do prato que já vi no Youtube. O que você prefere, sujar uma faca ou dois pratos e uma faca? ENTÃO.
  • Salsinha, shoyu, sal e pimenta-do-reino.

Hora de gordura

♫ A aventura vai começa-ar, o mundo da gordura, vamos visita-ar! ♫

♫ A aventura vai começa-ar, o mundo da gordura, vamos visita-ar! ♫

Tempere os bifes com sal e pimenta-do-reino, massageando um dos lados com alho. Coloque-os entre duas folhas de filme plástico e comece o torture porn, batendo com um martelo de carne até eles ficarem fininhos. Depois deixe descansar por uns 10 minutos, para o alho entrar nas cicatrizes e chagas desse messiânico pedaço de boi que morreu por nós. Fatie os bifes contra as fibras, na mesma largura dos pimentões.

Cozinhe a cebola e os pimentões em óleo fervente até que comecem a amolecer e soltar o cheirinho da verdade (até agora só torturas medievais com a comida, pode abusar desse sadismo alimentar no DOPS do sabor). Separe os vegetais em uma tigela e use a mesma frigideira para dar um bronze nas tiras de carne. Assim que ficar da cor da Kim Kardashian, BREAK THE INTERNET acrescentando as plantinhas que você cozinhou. Misture também os tomates, a salsinha picada e um pouco de shoyu (um copinho de xarope, mais ou menos). Cozinhe pelo tempo de uma música do Loco Live e tire do fogo. Misture tudo com o seu miojo e comemore: hoje o Dr. Rey da cozinha é você, campeão!

Você já sabe o que fazer com o pacotinho de tempero, senhor Nissin. ;)

Você já sabe o que fazer com o pacotinho de tempero, senhor Nissin. 😉

Uma bela saída de emergência pra você ejetar o pacote de Doritos da sua mesinha de centro.

Deixa esse preconceito de lado, parceiro, e sirva seu patê matriarcal naquele baguetão fálico do Angeloni.

Deixa esse preconceito de lado, parceiro, e sirva seu patê matriarcal naquele baguetão fálico do Angeloni.

Então você é daqueles que compra um pacote de Doritos com aquela latinha medonha de queijo processado, paga R$ 10,00 nessas ~Dippas~ e ainda tem coragem de servir isso pra galera na hora do futebol? Peraí que eu vou te ensinar a fazer um bagulho muito mais frenético, que desce azeitadinho com a cerveja e custa muito menos. Pode confiar, essa receita é da minha vó – e ela é mais velha que a Elma Chips.

O que você vai precisar

Quem diria que salada combinaria tão bem com uma Heineken?

Quem diria que salada combinaria tão bem com uma Heineken?

Hora de passar no mercado, cobiçar a mulher do próximo e comprar os ingredientes pra mandar ver nesse acepipe. Imprima sua listinha e faça o que você já está acostumado a fazer na saída da ~náite: encher o carrinho de coisas gostosas.

  • 4 berinjelas. E sim, você terá que apalpar todas elas como se fossem um um consolão para ver se estão firmes e brilhantes. Boa sorte, amigão.
  • 1 cebola, bem picadinha e sem choradeira.
  • 4 dentes de alho picados do menor tamanho possível. Pro bando de maconhistas que frequenta esse livro de receitas virtual isso com certeza não será problema.
  • 2 folhas de louro.
  • Orégano. Use a mesma quantidade que o tabaco existente em dois cigarros.
  • Vinagre, azeite de oliva, sal e pimenta-do-reino.

LET’S COOK

Preciso dessa tábua, obrigado.

Preciso dessa tábua, obrigado.

Mão na faca, vacilão. Descasque as berinjelas, fatie mais fino que uma festa do Programa Amaury Jr e pique em pedaços pequenos. Deixe de molho em uma tigela com água, um punhado de sal e um pouco de vinagre. Como toda receita de vó, essa também não tem medidas muito exatas. Ponha o equivalente a uma dose de tequila e vai dar tudo certo. Deixe de molho por meia hora, até a água ficar escura. Tire as berinjelas e faça uma drenagem linfática nas danadinhas, espremendo com a mão para tirar todo o líquido.

Esquente um pouco de azeite em uma panela e refogue a cebola, o alho, o louro, o orégano, o sal, a pimenta-do-reino e mais um pouco de vinagre (um copinho de cachaça, mais ou menos). Por último, misture a berinjela e vá mexendo até amolecer. Guarde tudo em um vidro de pepino com mais um bom tanto de azeite e deixe na geladeira até esfriar.

Corte fatias do baguetão de viúva e sirva com o patê. Nunca experimentei, mas isso deve ficar bom até com o Doritos que você ia servir.

Na última edição da Revista Tutano, me pediram para fazer uma receita que conquistasse o filho de uma guria que eu estivesse catracando. Isso mesmo, rapeize, não basta pegar a mãe pelo estômago, tem que aliciar o bacuri também. Acho que essa receita vai funcionar, mas em todo caso separe uma grana e compre um Hot Wheels que vai fazer o mesmo efeito.

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Quer dizer que você, amigo carequinha encantador de MILF, achou que seria fácil seduzir aquela garota inocente com esse papinho de galã de avental? Pois saiba que, se ela tem um filho, o buraco é bem mais embaixo. Experimente cozinhar qualquer coisa gourmet para uma criança e o resultado será mais desastroso que o final de Lost.

Mas fique calmo, meu nobre. Seguindo algumas orientações simples, você conseguirá evitar que o rebelde infante medieval derrame todo o azeite fervente em sua cabeça, e com um pouco de sorte ainda conquistará a amizade do pequeno. Ponto pra você.

Crianças adoram espaço, aliens, gosmas, cores estranhas e bizarrices em geral. Por isso, nada mais adequado para comprar a amizade delas que um lanche vindo de outro planeta, feito com muita sujeira e mão na massa. Fazer pão e hambúrguer é como brincar com massinha, com a diferença que ninguém vai lhe julgar por comê-la como acontecia no tempo da escola.

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Convide seu futuro enteado para participar do processo, assim ele se diverte e você economiza trabalho. Comece pelo pão, é a parte mais extraterrena e divertida. Basta acrescentar espinafre à massa para que ela seja imediatamente depositada na ala culinária da Área 51. A união entre o verde gritante e a grudência infinita fará o moleque desejar ser imediatamente abduzido para este mundo de sabor e diversão. E você, como um cavaleiro Jedi da cozinha, conquistará a simpatia eterna de seu pequeno amigo padawan.

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Enquanto a massa cresce, trabalhe nos hambúrguers. Primeiramente faça uma bola de carne grande o suficiente para ser confundida com a Estrela da Morte. Depois achate-a até que pareça um disco voador. Use a mesma habilidade de contar histórias que teve para conquistar a mãe da criança e transforme esta atividade em um pequeno enredo de ficção científica, com pedaços de cebola tripulantes da Millenium Burguer e explosões intergalácticas de sabor.

Por último, faça o molho. Nenhuma criança vai gostar desta parte. Para sua sorte, é a mais rápida e pode ser feita sem ela nem perceber. Se nada disso adiantar, leve-a no McDonald’s e compre um lanche com brinquedo.

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Ingredientes interestelares:

Pão espacial: 45g de fermento biológico, 1 colher de sopa de açúcar, ½ litro de leite, 1 maço de espinafre, 2 colheres de sopa de sal e 850g de farinha de trigo.

NASA burguer: 1kg de carne moída, 1 ovo, 3 dentes de alho picados, ½ cebola picada, 50g de farinha de rosca, salsa picada, pimenta-do-reino e 1 colher de chá de sal.

Molho imediato de terceiro grau: 1kg de tomate, suco de 1 limão, 50g de açúcar mascavo, 50g de passas brancas, 1 cravo.

Modo de preparo ufológico:

Pão espacial: Bata o leite e o espinafre no liquidificador. Em uma tigela, misture com o fermento e o açúcar. Junte o sal e a farinha, misturando a massa e sovando até soltar das mãos. Cubra com um plástico e deixe crescer. Lambuze as mãos com margarina e faça os pães. O tempo para assar vai depender do tamanho do pão, mas ficará em torno de 30 minutos a 180ºC.

NASA burguer: Misture a carne e os demais ingredientes. Faça uma bolota, achate e asse.

Molho imediato de terceiro grau: Coloque tudo em uma panela e cozinhe por dois minutos. Bata no liquidificador.

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Saiu mais uma edição da Revista Tutano, com um crepe repleto de romance para quem está afim de adocicar um pouco a relação e celebrar um amorzinho gostoso sem limites. Se você ainda não teve o prazer de dar uma olhada na revista, se liga na receita por aqui.

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Esse é o café da manhã que o James Franco e o Ryan Gosling tomam quando acordam juntos, que a Angelina Jolie faz para o Brad Pitt, que o Rodrigo Hilbert vai fazer para a Fernanda Lima depois de ler essa receita, que todos os casais famosos levam na cama para seus pares (menos o Luciano Huck, que tem cara de quem leva um pacote de bolacha Maria pra Angélica). Para não precisar levantar às três da manhã, prepare o creme de limão e a calda um dia antes. Assim, é só acordar, calçar o pantufão de monstro e apavorar nos crepes, como o Adam Sandler faria em um de seus filmes de qualidade duvidosa.

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Primeiro, o creme de limão. Isso é tão bom que você poderia parar por aqui e servi-lo em um pão velho, é sério. Em uma panela, misture uma xícara bem cheia de açúcar, quase um bloco de manteiga, o suco de cinco limões, raspas de dois limões e uma pitada de sal. Ponha no fogo médio até dissolver o açúcar e derreter a manteiga. Em outra tigela, bata cinco ovos, como se fosse fazer uma omelete. Tire a panela do fogo e acrescente toda essa albumina. Mexa em fogo médio-baixo até engrossar. Cuide para não cozinhar o ovo. Queremos um creme, não ovos doces mexidos com pedaços brancos boiantes.

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A calda de blueberry também valeria só por ela. Coloque-a em cima do iogurte para ter um café da manhã de novela, mas sem as músicas chatas e os atores canastrões. Para preparar, misture meia xícara de água, meia xícara de açúcar e dois pedaços de casca de limão. Mexa até dissolver o açúcar. Convide uma xícara de blueberries para o elenco e deixe ferver. Baixe o fogo e vá mexendo até as bolotinhas azuis começarem a estourar. Jogue quanto Curaçau Blue você achar interessante, como o Ratatouille faz com os temperos, e tire do fogo. Misture o suco de dois limões e mais uma xícara de blueberries. Deixe esfriar.

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A massa dos crepes é um all-in de ingredientes: uma xícara de farinha, uma pitada de sal, três ovos, pouco mais de uma xícara de leite e duas colheres de sopa de manteiga derretida. Misture bem e use uma concha de feijão para colocar na frigideira. Depois de uns dois minutos, vire como panquecas. Deixe mais um minuto e meio e está pronto.

Para servir este crepe, o trend urbano com referência contemporânea é composto por óculos Chilli Beans e jaqueta Luigi Bertolli. Quem acertar a camiseta só pelo detalhe da estampa ganha um crepe personalizado.

Para servir este crepe, o trend urbano com referência contemporânea é composto por óculos Chilli Beans e jaqueta Luigi Bertolli. Quem acertar a camiseta só pelo detalhe da estampa ganha um crepe personalizado.

Para finalizar, recheie os crepes com o creme de limão. Depois dobre, enrole, faça um tsuru ou o origami que você quiser. Jogue a calda por cima, coloque Oh Happy Day para tocar, prepare a bandeja e entre no quarto com seu melhor sorriso. Aí é só aguardar o seu Oscar, que se tudo der certo virá em uma forma bem mais interessante que aquele boneco dourado sem ginga nem volúpia.

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Talvez já esteja bem claro que eu acho miojo na cozinha um erro maior que o David Luiz na zaga. Quem, em sã consciência, tempera comida com um pacote que parece camisinha? Ou melhor: quem come esse Hot Pocket dos macarrões quando poderia fazer um molho deliciosamente gordo e bolado em apenas um minuto?

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Apesar de custar uma fortuna nos restaurantes e ter nome de papel higiênico, o molho Alfredo está longe de toda essa afetação culinária que ronda sua fama. Quer ver só, diminuto estagiário de Lula Molusco? Coloque três colheres de nata e uma de manteiga em uma panela grande. Essa é a medida individual, então é bem fácil fazer esse molho só para uma pessoa ou para todos os refugiados do apocalipse zumbi que você resolver abrigar na sua casa ou prisão abandonada. Numa chama média e sossegada, mexa até derreter os ingredientes e desligue o fogo.

Armas brancas estão permitidas na cozinha do gueto. Faca e cutelo Tramontina, óculos Bleudame e blusa Zara.

Armas brancas estão permitidas na cozinha do gueto. Faca e cutelo Tramontina, óculos Bleudame e blusa Zara.

Quando se tem um ajudante desse tamanho na cozinha, fica difícil fotografar o prato junto. Rambo veste uma roupa sem etiqueta (a maior da loja, mas ainda pequena pra ele). Tiago desfila no sofá com jaqueta Levi's, blusa Zara, calça Sommer, tênis Adidas e óculos Bleudame.

Quando se tem um ajudante desse tamanho na cozinha, fica difícil fotografar o prato junto. Rambo veste uma roupa sem etiqueta (a maior da loja, mas ainda pequena pra ele). Tiago desfila no sofá com jaqueta Levi’s, blusa Zara, calça Sommer, tênis Adidas e óculos Bleudame.

Enquanto faz o molho, cozinhe o macarrão. Escorra a água e ponha a massa na outra panela. Ligue o fogo de volta e vá mexendo com um pegador até o molho grudar em tudo. Tempere com pimenta-do-reino, noz-moscada, um pouquinho de sal e rale uma porrada de queijo por cima, pra dar aderência e grudar na panela na hora de lavar, aumentando um pouco o nível de desafio desse prato carnavalescamente fácil de cozinhar.

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Vamos admitir: aquelas sopas de pacote são mais cancerígenas que tomar Tampico com Raiska fumando Derby vermelho. Parecem todas umas papinhas de bebê para adultos, mas sem a delinquência de roubar a comida dos infantes. É por isso que essa sopa de espinafre é tão boa. Ela tem lactose suficiente pra internar um desses hipsters alimentares por semanas, e uma quantidade de manteiga tão sensacional que poderia parar seu coração em menos passos que a Beatrix Kiddo.

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Compre dois maços de espinafre no mercado. Se sua referência mais próxima de espinafre é aquela latinha do Popeye, aproveite essa ignorância vegetal para pedir ajuda a alguma mulher insinuante ou vozinha gente boa. Separe as folhas e lave bem, pra tirar do seu sopão todos os caramujos, tatus-bola e mosquitos da dengue. Coloque o espinafre numa panela com um pouco de sal, tampe e vá ver um clipe do Metallica no Youtube. É o tempo necessário pra cozinhar até amaciar. Assim que esfriar, aperte com as mãos para tirar o excesso de água, picando grosseiramente como um bom camponês lenhador bronco faria. Você vai ficar surpreso como todo aquele espinafre vai virar uma bolotinha do tamanho de um rolinho primavera, mas é assim mesmo. Espinafre é como o salário, depois de cinco minutos já virou nada.

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Em uma panela, coloque quatro colheres de manteiga, essa representação de Deus enrolada num papelzinho mequetrefe, e meia cebola picada. Mexa até a cebola dourar um pouco, como aquele bronzeado de abril que ainda não descascou. Adicione o espinafre e deixe por uns três minutos, o suficiente para ele se enturmar com os outros ingredientes. Misture duas xícaras de caldo de carne, pode ser o Knorr mesmo. Não perca tempo fazendo caldo de verdade, sua casa não é o Top Chef nem o Hell’s Kitchen. Acrescente duas xícaras de leite e um pouco de noz-moscada, mexendo de vez em quando. Rale quanto queijo achar necessário (muito), misture bem e desligue o fogo.

O look ideal para tomar uma sopa feita com banha de foca caçada com arpão é casaco Forecast, camuflado para enganar os espinafres, óculos Arnette para proteger os olhos de respingos do bigode, touca Cavalera, calça Beagle e tênis Puma.

O look ideal para tomar uma sopa feita com banha de foca caçada com arpão é casaco Forecast, camuflado para enganar os espinafres, óculos Arnette para proteger os olhos de respingos do bigode, touca Cavalera, calça Beagle e tênis Puma.

Pronto, agora você já pode servir uma sopa totalmente grosseira, gorda e altamente saborosa, perfeita para aquecer aquela gatinha que estava juntando gravetos na floresta e pediu para jantar na sua casa, ou a macharada que vestiu o negro na Muralha e não tem nada pra comer naquele frio desgraçado que o George Martin inventou pra torturar os personagens de Game of Thrones antes de matá-los da maneira mais sádica possível.

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Alô molecada delinquente, que destrói uma caixa de Bis como um bando de gafanhotos lariquentos. A nova edição da Revista Tutano já tá no ar, com um cheesecake que até o filho do Walter White consegue fazer. É uma teta em formato de torta, pra você mamar até ter alucinações por hiperglicemia. Ainda não viu a revista? Então toma a receita, seu preguiçoso. 

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Existem mil maneiras de agradar sua namorada. Mas poucas irão deixá-la tão feliz quanto encontrar uma torta na geladeira. E, em matéria de tortas apaixonantes, o cheesecake é puro amor. Isso porque ele é feito basicamente de cream cheese, o Nutella dos queijos. E mulheres simplesmente AMAM Nutella.

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Porém, há uma grande diferença. Quando uma mulher come um pote de Nutella inteiro, sozinha, tudo o que ela desperta é inveja profunda nas pessoas ao seu redor. Entretanto, ao mergulhar de cabeça em um pote de Philadelphia, ela é imediatamente condenada por crime hediondo de gordice. Quer presente melhor de Dia dos Namorados do que livrá-la dessa culpa, preparando um cremoso habeas corpus de glicose? Basta uma base de bolachas e uma cobertura de frutas para disfarçar tal ato libidinoso, tornando tudo tão natural quanto comer uma barrinha de cereal. Uma verdadeira declaração de amor.

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Para começar, toste uma mãozada grande de flocos de aveia. Junte um pacote de bolacha Maisena esmurrugada e quase um tablete de manteiga. Misture bem e ponha em uma forma, alisando com carinho. Deixe descansar por uma hora. Enquanto isso, em uma tigela, misture quatro potes de cream cheese, uma colher de chá de essência de baunilha, uma xícara de açúcar, raspas de limão e de laranja, o suco de um limão e um pote de nata batido como chantilly. Despeje tudo sobre a base e coloque na geladeira.

O look ideal para degustar a sensualidade de um homemade cheesecake: roupão Döhler, camisa M. Officer e óculos Bleudame.

O look ideal para degustar a sensualidade de um homemade cheesecake: roupão Döhler, camisa M. Officer e óculos Bleudame.

Pronto. Na hora de servir é só cobrir com uma geleia pronta, dessas do mercado, ou com uma calda de frutas e açúcar, feita espremendo tudo com as mãos. Vai lá amigo, confia em mim. Te garanto que sua namorada vai gostar mais do que aquele porta-retrato da Imaginarium, que você ia comprar só porque a vendedora falou que era legal.

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